TIPOGRAFIAS

FONTES
FONTES PADRÕES

TIPOGRAFIAS FAMOSAS

Arial é uma Família tipográfica sem-serifa, ou seja, um conjunto de fontes (como Arial Bold, Arial Italic, Arial Bold Italic) derivadas da fonte “padrão” Arial (ou Arial Regular). Também pode designar uma fonte específica, a Arial Regular (normalmente não se utiliza o termo “regular” para uma fonte sem negrito, itálico, condensada ou expandida).

A Arial é conhecida entre os designers gráficos pela sua semelhança com um tipo bastante famoso na história do design moderno, a Helvetica da Linotype. No entanto, são comuns as críticas à Arial que atribuem-lhe um papel de “cópia inferior da Helvetica”. De fato, porém, a Arial é inspirada no desenho de uma outra fonte, a Akzidenz-Grotesk (a qual também serviu de inspiração ao desenho da Helvetica).

ORIGEM:

Esta fonte foi desenvolvida como uma fonte bitmap sem-serifa por Robin Nicholas e Patricia Saunders em 1982 nos escritórios da Monotype no Reino Unido, por encomenda da IBM, a qual usava uma fonte similar, a Helvetica, adquirida à Linotype, na impressora IBM 4250. Talvez tenham pedido à Monotype para desenvolver uma fonte sem serifa e metricamente igual à Helvetica, para efeitos de compatibilidade, pelos elevados custos de licenciamento cobrados pela Linotype. Esta nova fonte seria incluída numa nova série de impressoras a laser (IBM 3800). A Monotype então cria uma fonte baseada numa já existente, a Monotype Grotesk, metricamente semelhante à Helvetica, mas com sutis alterações quanto à forma e ao espaçamento entre letras, de forma a ser mais legível em monitores em várias resoluções. Nesta altura, julga-se que o nome Arial não existia, e a IBM denominou-a “Sonora Sans” (e a Times New Roman por “Sonora Serif”).

Uns anos mais tarde, e de forma análoga, a Microsoft lança o Windows 1.0 em 1985. Desde essa data até ao lançamento do Windows 3.0, a Microsoft inclui nestas versões a fonte “Helv” (assim como a “TmsRmn”), sofrendo então um processo em tribunal devido à violação de marca (“Helv” é abreviação de “Helvetica”, “TmsRmn” da “Times New Roman”). A Microsoft procura então uma fonte que pudesse substituir a Helvetica, de forma a evitar elevados custos de licenciamento da Linotype (tal como a IBM havia feito) para o próxima versão do Windows a ser lançada. É aqui que entra a Monotype com a fonte Sonora Serif, licenciada à IBM, mas não em exclusivo. A Microsoft lança então em 1992, o Windows 3.1 com esta família de fontes da Monotype, denominando-a Arial, e sob o formato de uma nova tecnologia desenvolvida em parceria com a Apple, o TrueType.

Surgiu assim, pela necessidade que a IBM tinha para concorrer com a fonte Helvetica, criada pela empresa Linotype em 1957, e muito popular desde então. Evitando assim o uso dessa fonte, devido aos elevados custos de licença por parte da Linotype e também da Adobe Systems, esta última detentora da tecnologia PostScript que a fonte Helvetica utilizava. Quanto à tecnologia, a Microsoft recorreu ao TrueType, desenvolvida em conjunto com a Apple Computer. O Windows 3.1 foi o primeiro programa a implementar esta tecnologia, com um conjunto de outras fontes (Arial, Bookman Oldstyle, Book Antiqua, Corsiva, Century Schoolbook, Century Gothic, e Times New Roman). Esta surgiu também com o intuito de ser uma alternativa economicamente viável em relação ao PostScript da Adobe Systems. Actualmente O último padrão PostScript Type 3, para além da Helvetica e outras fontes, inclui agora também a Arial.

PRESENÇA:

A fonte Arial é incluida nos sistemas operativos Microsoft Windows desde a versão 3.1 . As versões mais recentes do Windows também incluem uma variante, a Arial Unicode MS, que inclui mais grafemas do padrão Unicode para ser utilizada em várias línguas, como o Grego, Turco, Cirílico, entre outras. A Arial Unicode MS é a fonte mais completa em termos de fontes mais difundidas. No entanto existem outras fontes que cobrem um número maior de grafemas, como as Bitstream Cyberbit e Code2000.

 

SIMILARES:

Como nos Estados Unidos o grafismo das fontes não está consagrado no registo de patentes como trabalho artístico, outras empresas podem comercializar fontes semelhantes

. Apenas se podem patentear as marcas das fontes, assim como algumas tecnologias utilizadas, como o PostScriptTrueTypeOpenType, e certos detalhes das fontes.

A Arial é comercializada pela Monotype como Arial Monotype ou Arial MT, já as da Microsoft denominam-se Arial ou Arial MS. Já a variante Arial Unicode MS, licenciada também pela Monotype à Microsoft, é comercializada pela Monotype sob a designação Arial Unicode MT (de MonoType), podendo usar o termo Arial já que a Monotype possui a patente.

Bodoni

 

Bodoni
(Família de fontes)
EstilosSerifa
Lista de famílias tipográficas

Bodoni são as famílias tipográficas com serifa projetadas inicialmente por Giambattista Bodoni (1740-1813) no final do século XVIII e frequentemente revividos desde então.[1][2] As famílias tipográficas de Bodoni são classificados como Didone ou modernas. Bodoni seguiu as ideias de John Baskerville, como encontrado no tipo de impressão Baskerville—aumento do contraste do traço, refletindo o desenvolvimento da tecnologia de impressão e um eixo mais vertical—mas levou-os a uma conclusão mais extrema. Bodoni tinha uma longa carreira e seus projetos mudavam e variavam, terminando com um tipo de letra com uma estrutura subjacente levemente condensada com serifas planas e não bordadas, contraste extremo entre traços grossos e finos e uma construção geométrica em geral.[3]

Inspiração

 
Exemplo de uma publicação utilizando a versão original da Bodoni (século XVIII).

Bodoni admirou o trabalho de John Baskerville[4] e estudou detalhadamente os designs dos fundadores de tipografia franceses Pierre Simon Fournier e Firmin Didot. Embora ele tenha se inspirado no trabalho desses designers,[5] sobretudo de Didot, sem dúvida Bodoni encontrou seu próprio estilo para suas fontes, que merecidamente ganharam aceitação mundial entre os impressores.

Ver também

Referências

  1.  Lawson, Alexander (1990). Anatomy of a Typeface 1st ed. Boston: Godine. pp. 196–208. ISBN 9780879233334
  2.  «Bodoni»Fonts.com
  3.  Arntson, A. (1988). Graphic design basics. New York: Holt, Rinehart, and Winston, p.92.
  4.  Loxley, S. (2004). Type. London: I.B. Tauris, p.63.
  5.  http://www.designmylife.org/wp-content/uploads/2011/02/bodonitypespecimen.pd
    f

Comic Sans

(Redirecionado de Comic Sans MS)
 

Comic Sans
(Família de fontes)
Exemplo
DesignerVincent Connare
EmpresaMicrosoft
Lista de famílias tipográficas

Comic Sans ou Comic Sans MS é uma tipografia/fonte digital da Microsoft Corporation desenhada para imitar as letras de uma histórias em quadrinhos (comics em inglês) para situações informais. Foi criada pelo desenhista da casa Vincent Connare em 1994 e foi adicionado ao sistema Microsoft Windows desde o surgimento do Windows 95, usado inicialmente nas tipografias do Windows Plus Pack e do Microsoft Bob[1]. É até hoje uma das tipografias mais famosas da Microsoft[2].

 

História

 

Comic Sans sample.svg

 

Fonte tipográfica foi elaborada pelo designer da Microsoft Vincent Connare que começou o projeto em 1994[3]. Connare já havia criado anteriormente algumas fontes para uso infantil, de forma que, quando viu uma versão beta do programa Microsoft Bob usando a fonte Times New Roman em balões de diálogos, decidiu criar uma tipografia baseada nas letras usadas em histórias em quadrinhos que ele tinha em seu escritório, especificamente The Dark Knight Returns (letras de John Costanza) e Watchmen (letra de Dave Gibbons).[4]

A fonte não foi concluída a tempo para sua inclusão no MS Bob, mas os programadores do Microsoft 3D Movie Maker, que usavam guias em formato de desenhos, o adotaram. Mais tarde a fonte foi também incluída no Windows 95 Plus! Pack e finalmente para o Windows 95. No final, a fama se alastrou tanto que a fonte foi também incluída no Microsoft Publisher e Microsoft Internet Explorer. A fonte também foi usada no programa Microsoft Comic Chat, que foi lançado em 1996 com o Internet Explorer 3.0[5].

Exemplo de Comic Sans MS

O parágrafo seguinte está escrito em Comic Sans MS, caso esteja instalada no seu computador, senão é utilizada o tipo de letra monospace.

Design é um termo da língua inglesa que se refere a um determinado esforço criativo, seja bidimensional ou tridimensional, segundo o qual se projetam objetos ou meios de comunicação diversos para o uso humano. Por este fato, ela pode ser traduzida como “desenho”, mas não se refere diretamente ao ato de desenhar. Devido à dificuldade de tradução, costuma-se adotar nos países de língua portuguesa a palavra original, de forma que o profissional que trabalha na área de design é chamado designer.

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Exemplos de caracteres
IPA: /ɪgˈzɑːmpəl əv aɪpiːˈeɪ tɹɑːnˈskɹɪpʃən/.
Caracteres árabes: العربية.
Caracteres hebraicos: עברית.
Caracteres cirílicos: Кирилица.
Caracteres gregos: Ελληνικά.

Críticas

O jornal Boston Phoenix fez uma reportagem sobre o uso generalizado da fonte, especialmente sobre seu uso inapropriado para assuntos sérios. As reclamações a respeito originaram uma campanha para eliminar seu uso, por parte de dois designers gráficos de Indianápolis, Dave e Holly Combs, em seu website [1][6]. Em defesa, o autor da fonte alega que a fonte não foi criada para ser um tipo para uso geral, mas uma solução encontrada para encontrar letreiramento adequado para uso em software infantil[7].

Usos notáveis

Referências

Ligações externas

Frutiger

 
 
 
Fonte Frutiger.

Frutiger é uma fonte tipográfica sem-serifa desenhada por Adrian Frutiger.

A fonte foi solicitada em 1968 para a sinalização do aeroporto Internacional Charles de Gaulle, em Roissy, na França, que precisava de um novo e moderno sistema sinalético. Ao invés de utilizar uma previamente desenvolvida por ele, como a Univers, ele preferiu criar uma nova fonte. Originalmente chamada Roissy, foi concluída em 1975 e aplicada ao local no mesmo ano.

Bibliografia

  • Meggs, Philip, and Rob Carter. Typographic Specimens: The Great Typefaces. Van Nostrand Reinhold: 1993, p. 163. ISBN 0-442-00758-2.
  • Gibson, Jennifer. “Univers and Frutiger.” Revival of the Fittest: Digital Versions of Classical Typefaces, Ed. Philip Meggs and Roy McKelvey. RC Publications: 2000, pp. 176-177. ISBN 1-883915-08-2
    .

Futura (tipografia)

 
FuturaSP.png
 

Futura é uma família tipográfica sem-serifa considerada como um dos símbolos do modernismo no design gráfico. A fonte foi desenhada em 1927 por Paul Renner baseado em princípios rigidamente geométricos, inspirada nos ensinamentos da Bauhaus.

 
Exemplo da Futura em sua versão heavy.

futura foi uma das fontes mais populares do século XX, especialmente nas décadas de 1950 e 60 devido à sua limpeza e impacto. Apesar disso, o tipo não é indicado para textos longos (especialmente textos literários como romances) devido ao cansaço de sua leitura prolongada. De qualquer forma, a fonte ainda é bastante eficiente em identidades corporativas, títulos, etc. Empresas como Volkswagen e Shell, por exemplo, fazem uso extenso da futura. O diretor Stanley Kubrick também é conhecido por fazer vasto uso desta família tipográfica em seus filmes.

Exemplo de Futura

O parágrafo seguinte está escrito em Futura, caso esteja instalada no seu computador, senão é utilizada o tipo de letra monospace.

Design é um termo da língua inglesa que se refere a um determinado esforço criativo, seja bidimensional ou tridimensional, segundo o qual se projetam objetos ou meios de comunicação diversos para o uso humano. Por este fato, ela pode ser traduzida como “desenho”, mas não se refere diretamente ao ato de desenhar. Devido à dificuldade de tradução, costuma-se adotar nos países de língua portuguesa a palavra original, de forma que o profissional que trabalha na área de design é chamado designer.

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IPA: /ɪgˈzɑːmpəl əv aɪpiːˈeɪ tɹɑːnˈskɹɪpʃən/.
Caracteres árabes: العربية.
Caracteres hebraicos: עברית.
Caracteres cirílicos: Кирилица.
Caracteres gregos: Ελληνικά.

Bibliografia

  • JASPERT, Berry and Johnson; Encyclopaedia of Type Faces. Londres: Cassell Paperback, 2001. ISBN 1-84188-139-2
  • ROCHA, Cláudio; Projeto Tipográfico: Análise e Produção de Fontes Digitais. São Paulo: Rosari, 2004. ISBN 8588343428

Ligações externas

Garamond

 

 

Garamond

 

Diversas versões da Garamond

A palavra Garamond refere-se aos tipos originais baseados na escrita de Claude Garamond para sua tipografia em, aproximadamente, 1530.[1]

Atualmente, várias famílias tipográficas são derivadas (ainda que distantes) dos tipos originais de chumbo de Garamond e estão disponíveis para computadores digitais. Apesar de tais famílias tipográficas serem inspiradas na escrita de Garamond, elas diferem em vários aspectos, como, por exemplo, Altura-x (tipografia) e countersReinterpretações famosas de tipos ao estilo de Garamond incluem Adobe Garamond ProAdobe Garamond Premier ProStempel GaramondSimoncini GaramondITC Garamond e URW Garamond No. 8.

Muitas das versões disponíveis para a tipografia das famílias tipográficas inspiradas na escrita de Garamond foram feitas de forma bastante livre, no sentido de incluírem modificações que não estão nos tipos originais. Por conta de sua boa legibilidade, fontes ao estilo de Garamond são populares e muito usadas na composição de texto corrido.

A Garamond divide com a Times New Roman o posto de fonte serifada mais popular do mundo (sendo o tipo serifado mais utilizado na França, seu país de origem).

Exemplo de Garamond

O parágrafo seguinte está escrito em Garamond, caso esteja instalada no seu computador, senão é utilizada o tipo de letra monospace.

Design é um termo da língua inglesa que se refere a um determinado esforço criativo, seja bidimensional ou tridimensional, segundo o qual se projetam objetos ou meios de comunicação diversos para o uso humano. Por este fato, ela pode ser traduzida como “desenho”, mas não se refere diretamente ao ato de desenhar. Devido à dificuldade de tradução, costuma-se adotar nos países de língua portuguesa a palavra original, de forma que o profissional que trabalha na área de design é chamado designer.

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Caracteres hebraicos: עברית.
Caracteres cirílicos: Кирилица.
Caracteres gregos: Ελληνικά.

Referências

Ligações externas

Gill Sans

 
 
 
Gill Sans

Gill Sans é uma fonte tipográfica sem serifa criada por Eric Gill de 1927 a 1930. É uma das primeiras fontes caracterizadas como grotescas, tendo influenciado o projeto de diversas outras, como a Helvetica.[1][2][3]

Bitstream comercializa esta fonte com o nome Humanist521 BT, que é encontrada nos CDs-ROM de instalação de dois pacotes de programas da Corel: a suíte de aplicativos de edição gráfica CorelDRAW e o conjunto de softwares de escritório WordPerfect.[4]

Referências

  1.  Simon Garfield (18 de maio de 2012). Esse é meu tipo: Um livro sobre fontes. [S.l.]: Zahar. p. 48. ISBN 978-85-378-0870-2
  2.  Gavin Ambrose; Paul Harris (4 de outubro de 2010). The Visual Dictionary of Typography. [S.l.]: AVA Publishing. p. 115. ISBN 978-2-940411-18-4
  3.  John L Walters (2 de setembro de 2013). Fifty Typefaces That Changed the World: Design Museum Fifty. [S.l.]: Octopus. p. 81. ISBN 978-1-84091-649-2
  4.  PC Magazine: The Independent Guide to IBM-standard Personal Computing. [S.l.]: PC Communications Corporation. Septembro 1991

Helvetica

 

HelveticaSpecimenCH.png
 

Helvetica é uma fonte tipográfica sem-serifa considerada como uma das mais populares ao redor do mundo. Foi criada em 1957 pelos designers Max Miedinger e Eduard Hoffmann.[1] Devido às preocupações que originaram seu desenho, é uma das fontes mais associadas ao modernismo no design gráfico.

História

Helvetica foi desenvolvida em 1957 por Max Miedinger e Eduard Hoffman no Haas’sche Schriftgiesserei em MünchensteinSuíça. Miedinger quis desenvolver uma nova tipografia sem-serifa que pudesse competir com o aclamado Akzidenz-Grotesk no mercado Suíço. Originalmente batizado de Neue Haas Grotesk, seu design foi baseado no Schelter-Grotesk e Normal Grotesk da Haas. O objetivo do novo design foi de criar uma tipografia neutra, clara e sem significados intrínsecos na sua forma, além de poder ser usado em uma gama de sinais.

Em 1960, o nome da tipografia foi alterada pela empresa alemã filiada da Haas’, Stempel, para Helvetica. A ideia inicial era que a fonte se chamasse Helvetia (nome da Suíça em latim). Entretanto, consideraram muita pretensão batizar uma fonte com o nome de uma nação. Dessa forma resolveram alterar o nome para Helvetica (de Confœderatio Helvetica) para que tivesse um alcance maior no marketing internacional.

Exemplo de Helvetica

O parágrafo seguinte está escrito em Helvetica, caso esteja instalada no seu computador, senão é utilizada o tipo de letra monospace.

Design é um termo da língua inglesa que se refere a um determinado esforço criativo, seja bidimensional ou tridimensional, segundo o qual se projetam objetos ou meios de comunicação diversos para o uso humano. Por este fato, ela pode ser traduzida como “desenho”, mas não se refere diretamente ao ato de desenhar. Devido à dificuldade de tradução, costuma-se adotar nos países de língua portuguesa a palavra original, de forma que o profissional que trabalha na área de design é chamado designer.

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Exemplos de caracteres
IPA: /ɪgˈzɑːmpəl əv aɪpiːˈeɪ tɹɑːnˈskɹɪpʃən/.
Caracteres árabes: العربية.
Caracteres hebraicos: עברית.
Caracteres cirílicos: Кирилица.
Caracteres gregos: Ελληνικά.

Uso

Entre as empresas mais famosas que usam Helvetica nas suas marcas incluem a 3MAmerican Airlines, a rede de jornalismo BBC NewsBoeingJeepLufthansaTupperwarePanasonicBASFFedExToyotaKawasakiScotch, e muitas outras. A fonte está até impressa nos ônibus espacial da NASA, além de ter seu próprio filme.

Em Portugal, é usada pelos canais da RTP e pela Sport TV. No Brasil, é o padrão tipográfico da BAND; sendo comum em jornalísticos como o Brasil Urgente e o Jornal da BAND.

Referências

Times New Roman

Times New Roman
(Família de fontes)
Exemplo da Times New Roman
Classificaçãoserifa transaccional
Ano1931
DesignerStanley Morison
Starling Burgess
Victor Lardent
EmpresaMonotype
ClienteThe Times of London
Optimizada paramonitor e impressão
FormatosTrueTypeOpenTypePostScript
Estilosroman, italic, bold, bold italic, condensed, condensed italic, bold condensed
SimilaresGeorgia
Lista de famílias tipográficas

Times New Roman é uma família tipográfica serifada criada em 1931 para uso do jornal inglês The Times of London Hoje é considerada o tipo de fonte mais conhecido e utilizado ao redor do mundo (em parte por ter sido adotado, ao longo dos anos, como fonte padrão em diversos processadores de texto). Seu nome faz referência ao jornal (Times) e também a uma releitura das antigas tipografias clássicas (new roman).

Os desenhos originais foram feitos por Victor Lardent, sob a supervisão de Stanley Morison, no próprio jornal The Times. A fonte então passou por um extenso período de aperfeiçoamento e revisão no escritório da Monotype, uma empresa especializada no desenho de tipos.

A relação com a Microsoft

Uma versão da Times New Roman foi produzida pela Monotype para a Microsoft e foi distribuída em todas as cópias do Microsoft Windows desde a versão 3.1. Era utilizada como fonte padrão em muitos aplicativos de software, especialmente navegadores e processadores de texto. A Microsoft, no entanto, procura substituir a Times New Roman com uma nova fonte sem serifa, a Calibri, que acompanha o Microsoft Office 2007 

Exemplo de Times New Roman

O parágrafo seguinte está escrito em Times New Roman, caso esteja instalada no seu computador, senão é utilizada o tipo de letra monospace.

Design é um termo da língua inglesa que se refere a um determinado esforço criativo, seja bidimensional ou tridimensional, segundo o qual se projetam objetos ou meios de comunicação diversos para o uso humano. Por este fato, ela pode ser traduzida como “desenho”, mas não se refere diretamente ao ato de desenhar. Devido à dificuldade de tradução, costuma-se adotar nos países de língua portuguesa a palavra original, de forma que o profissional que trabalha na área de design é chamado designer.

ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ
abcdefghijklmnopqrstuvwxyz
1234567890

Exemplos de caracteres
IPA: /ɪgˈzɑːmpəl əv aɪpiːˈeɪ tɹɑːnˈskɹɪpʃən/.
Caracteres árabes: العربية.
Caracteres hebraicos: עברית.
Caracteres cirílicos: Кирилица.
Caracteres gregos: Ελληνικά.

Referências

  1.  Tupixel_Blog
  2.  Tipografia
  3.  The end of an era for Times New Roman? Arquivado em 29 de outubro de 2006, no Wayback Machine. – Andrew Whitacre, Fadtastic.net, accessed May 272006

Univers

 
Univers

Univers é uma família tipográfica sem-serifa bastante popular. Foi desenhada por Adrian Frutiger e publicada pela Deberny & Peignot em 1957. A fonte é conhecida por sua limpeza e legibilidade a longas distâncias.

Univers foi uma das primeiras famílias a serem desenhadas pensando-se em todas as suas variações e tamanhos. Frutiger criou um sistema próprio para a categorização dos tipos, usando um código de números ao invés de nomes (são 21 variações ao todo, incluindo as itálicas, negritos, estendidas, etc). A versão regular é reconhecida pelo código 55, as itálicas possuem números pares e as demais, ímpares.

 
Exemplo da Univers, versão regular.
 

Uso

Univers é considerada um dos símbolos máximos do modernismo no design gráfico. Junto da Helvetica, foi uma das fontes mais utilizadas nos mais diversos trabalhos. A Univers é bastante similar à Helvetica (a maioria dos tipos são praticamente idênticos para a maioria das pessoas) embora a primeira seja mais dinâmica que a última (diz-se que existia uma discórdia entre partidários da Helvetica e da Univers). A letra a minúscula é a principal diferença entre as duas famílias.

Univers gozou de grande popularidade principalmente nas décadas de 1960 e 70, tornando-se, para muitos designersa fonte sem-serifa, por excelência. Foi usada por diversas empresas, entre elas a Swiss International Air Lines e o Deutsche Bank, e para uso cotidiano ao redor de todo o mundo. A Apple Inc. costuma usar todas as variantes itálicas desta fonte nos teclados de seus computadores. O metrô de Paris também faz uso intenso da Univers.

Univers é a fonte utilizada no logotipo do IBGE e em parte de sua identidade visual.

É a letra utilizada nos totens da Avenida Paulista.

Histórico

Adrian Frutiger criou a Univers como trabalho de conclusão do seu curso de Design e seus primeiros desenhos foram desenvolvidos em 1949. Devido à reconhecida qualidade da fonte, passou a ser produzida em tipos de metal e em fotocomposição entre 1954 e 1957.

Quando foi adaptada para leitura em tela, revelou-se bastante ilegível. Por esse motivo, durante a década de 1990, a família foi redesenhada (otimizando a fonte mas mantendo a aparência original) e a nova versão é conhecida como Linotype Univers (já que é comercializada pela empresa Linotype).

Desdobramentos

Frutiger foi chamado na década de 1970 para projetar o sistema de comunicação visual do Aeroporto Internacional Charles de Gaulle de Paris. A fonte que usou neste sistema foi totalmente projetada para a ocasião, embora tenha sido inspirada nos desenhos da univers. A fonte resultante foi, então, adaptada para a comercialização e passou a ser conhecida como Frutiger.

Frutiger (a fonte, não o autor) é considerada inovadora pela sua dinâmica, tendo influenciado dezenas de outras populares famílias, como a Verdana e a Bitstream Vera. Portanto, a Univers está indiretamente relacionada com grande parte das fontes desenhadas nas últimas décadas.

Exemplo de Univers

O parágrafo seguinte está escrito em Univers, caso esteja instalada no seu computador, senão é utilizada o tipo de letra monospace.

Design é um termo da língua inglesa que se refere a um determinado esforço criativo, seja bidimensional ou tridimensional, segundo o qual se projetam objetos ou meios de comunicação diversos para o uso humano. Por este fato, ela pode ser traduzida como “desenho”, mas não se refere diretamente ao ato de desenhar. Devido à dificuldade de tradução, costuma-se adotar nos países de língua portuguesa a palavra original, de forma que o profissional que trabalha na área de design é chamado designer.

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abcdefghijklmnopqrstuvwxyz
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Exemplos de caracteres
IPA: /ɪgˈzɑːmpəl əv aɪpiːˈeɪ tɹɑːnˈskɹɪpʃən/.
Caracteres árabes: العربية.
Caracteres hebraicos: עברית.
Caracteres cirílicos: Кирилица.
Caracteres gregos: Ελληνικά.

Ver também

Ligações externas

TIPOGRAFIA

Tipografia é a arte e o processo de criação na composição e impressão de um texto, física ou digitalmente. Assim como no design gráfico em geral, o objetivo principal da tipografia é dar ordem estrutural e forma à comunicação escrita. A tipografia tem sua origem principal nas primeiras impressões com tipos gráficos (letras em relevos confeccionadas em madeira, barro ou ferro) passou também a ser um modo de se referir à gráfica que usa uma prensa de tipos móveis.


Etimologia
A palavra “tipografia” (do latim renascimental typographia) foi cunhada a partir dos elementos da língua grega τύπος [týpos], que significa “impressão”, e -γραφία [-graphía], “escrita”..

Visão Geral
Na maioria dos casos, uma composição tipográfica deve ser especialmente legível e visualmente envolvente, sem desconsiderar o contexto em que é lido e os objetivos da sua publicação. Em trabalhos de design gráfico experimental (ou de vanguarda) os objetivos formais extrapolam a funcionalidade do texto, portanto questões como legibilidade, nesses casos, podem acabar sendo relativas. No uso da tipografia o interesse visual é realizado através da escolha adequada de fontes tipográficas, composição (ou layout) de texto, a sensibilidade para o tom do texto e a relação entre texto e os elementos gráficos na página. Todos esses fatores são combinados para que o layout final tenha “atmosfera” ou “ressonância” apropriada ao conteúdo abordado. No caso da mídia impressa, designers gráficos (ou seja, os tipógrafos) costumam se preocupar com a escolha do papel adequado, da tinta e dos métodos de impressão.

Por muito tempo o trabalho com a tipografia, como atividade projetual e industrial gráfica, era limitado aos tipógrafos (técnicos ou designers especializados). O design de tipos, no entanto, atividade altamente especializada que requeria o conhecimento das técnicas de gravar punções para fazer as matrizes usadas para fabricar tipos, foi desenvolvida desde o início por especialistas, os gravadores de tipo ou puncionistas, verdadeiros designers de tipo antes que a denominação entrasse no vocabulário profissional. Foram designers de tipo e puncionistas Claude Garamond e Giambattista Bodoni, criando fontes clássicas que até hoje são apreciadas.

A composição manual, ou seja, a colocação dos tipos lado a lado para formar os textos, foi mecanizada em fins do século XIX com a criação do linotipo (por Ottmar Merghenthaler, em 1886) e do monotipo (por Tolbert Lanston, em 1887). Ambas eram máquinas muito grandes e complexas que fundiam e alinhavam os tipos de chumbo a partir do texto selecionado em um teclado. Com o tempo, o termo linotipo passou a designar estas máquinas, com seu operador sendo chamado linotipista. A partir dos anos 1940, começa a se impor a fotocomposição, sistema que usa matrizes fotográficas dos tipos que são reduzidos ou ampliados por lentes, mas apenas com a popularização do “offset” nas décadas de 1960/70 essa tecnologia passa a ser largamente usada, superando o linotipo. Uma outra técnica de impressão surgida nessa época foi a de letras transferíveis (transfer), prática e acessível, embora limitada a pequenas sequências de texto. Adquiriu especial popularidade a empresa Letraset, cujas lâminas foram largamente usadas por designers e publicitários.

O advento da computação gráfica nos anos 1990 tornou a tipografia disponível para designers gráficos em geral e leigos. Hoje qualquer um pode escolher uma fonte (tipo de letra) e compor um texto simples em um processador de texto. Mas essa democratização tem um preço, pois a falta de conhecimento e formação adequada criou uma proliferação de textos mal diagramados e fontes tipográficas deficientes. Talvez os melhores exemplos desse fenômeno possam ser encontrados na internet.

O conhecimento adequado do uso da tipografia é essencial aos designers que trabalham com diagramação, ou seja, na relação de texto e imagem. Logo a tipografia é um dos pilares do design gráfico e uma matéria necessária aos cursos de design. Para o designer que se especializa nessa área, a tipografia costuma se revelar um dos aspectos mais complexos e sofisticados do design gráfico

Invenção da imprensa

A tipografia clássica baseia-se em pequenos paralelepípedos de metal com relevos de letras e símbolos — os tipos móveis.

Tipos rudimentares foram inventados inicialmente pelos chineses. No século XV, o alemão Johannes Gutenberg desenvolveu tipos móveis em metal e aperfeiçoou a prensa tipográfica. O conceito básico de Gutenberg foi o da reutilização dos tipos para compor diferentes textos. Mostrou-se eficaz e é utilizada até aos dias de hoje, constituindo a base da imprensa durante muitos séculos. Essa revolução que deu início à comunicação em massa, que foi chamada pelo teórico Marshall McLuhan como o início do “homem tipográfico”.

Com advento dos computadores e da edição eletrônica de texto, a tipografia permanece viva nas formatações, estilos e grafias.

Tipografia contemporânea

O design de tipos foi incrementado através de programas especializados para criação e desenvolvimento de tipos, hoje acessíveis aos interessados no assunto, dando margem a uma grande variedade de fontes que são vendidas pelas fundições ou editoras de tipo (muitas vezes identificadas pelo nome em inglês, type foundries). Multiplicaram-se as famílias tipográficas, que reúnem variações de um determinado desenho. A família mais usual reúne os estilos regular, negrito, itálico e negrito itálico. Existem, porém, famílias como diversas variantes intermediárias, com diversas opções de peso (leve, médio, regular, semi-negrito, negrito, extra-negrito, pesado etc.) e de forma (comprimido, condensado, normal, estendido, alargado etc.).

Na atualidade, novas tecnologias ampliaram muito as possibilidades tipográficas. Em 1999 um novo formato para fontes tipográficas foi desenvolvido em conjunto pelas gigantes de informática Microsoft e Adobe. O formato, denominado OpenType, permite a inclusão de milhares de caracteres em uma mesma fonte, além de vários recursos adicionais.[2] Com isso, tornaram-se comuns fontes que suportam vários alfabetos, como o latino, o cirílico, o grego, o hebraico e o árabe, integrando as fontes tipográficas com a especificação Unicode.[3] Lado a lado com a oferta de fontes digitais, os programas de formatação de página permitem a composição de textos combinados com fotos, desenhos e gráficos com qualidade profissional, como o InDesign da Adobe, sendo parte do arsenal técnico dos designers da atualidade.

O usuário deve atentar para a qualidade das fontes que escolherá para seus trabalhos. Muitas são gratuitas, mas não possuem qualidade adequada quanto à proporção e harmonia entre as letras, seus espaçamento ou mesmo a presença de acentos em português. Fontes de qualidade se destacam pelo desenho coeso, atenção a detalhes e equilíbrio de espaços. É particularmente relevante o uso de compensações visuais para que o leitor tenha a impressão de harmonia entre as diferentes formas e espaços.

Referências

  1.  Treccani. «Vocabolario Treccani». Consultado em 15 de março de 2019
  2.  Informações adicionais sobre o formato OpenType estão disponíveis em www.adobe.com/type/opentype. Especificações sobre seus diversos recursos podem ser consultadas em www.microsoft.com/typography/otspec/
  3.  O Unicode é o padrão para escrita universal, mapeando os caracteres alfanuméricos, a pontuação e os variados símbolos usados nos diversos alfabetos do mundo. Informações detalhadas encontram-se em www.unicode.org.
  • LUPTON, EllenPensar com Tipos: Um guia para designers, escritores, editores e estudantes. Cosac & Naify, 2006.
  • RUDER, EmilTypography: a manual of design. Suíça: Zollikofer et co. ag, 1967.
  • BAINES,Phil e HASLAM, AndrewTipografia, Función, forma y diseño. Barcelona: Gustavo Gilli, 2005.

 

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